Três ótimos livros

08/07/2016 16:48

Nestes últimos dias, li dois livros, que penso serem essenciais para se compreender a sociedade, a postura de governantes, de intelectuais e dos homens que elaboram as leis, nem sempre concebidas em atendimento ao bem-estar das pessoas, mas, unicamente, ao ego inflado daqueles que as concebem. O livro de Bastiat fala da perversão das leis e das idéias dos iluministas franceses, que se contradizem a cada linha, e que assumiram uma postura de superioridade moral, da qual eram desprovidos, a ponto de se porem acima da própria humanidade, que eles consideravam corrupta por essência, e a qual desejavam transformar em uma nova espécie, em conformidade com a idéia que eles faziam do que é a verdadeira moral, que é, na sua essência, anti-cristã. O livro de Mises mostra, com argumentos irreplicáveis, que pode haver dois, e apenas dois, sistemas econômicos, o capitalista e o socialista, o primeiro sustentado pela idéia de propriedade privada dos meios de produção, o segundo pela idéia do controle dos meios de produção pelo Estado, não havendo, portanto, espaço para uma terceira via, como é muito comum dizer atualmente, que consiste num sistema híbrido capitalista-socialista.
Além destes dois livros, ótimos, li, até a página 163, o livro Disinformation, de Ion Mihai Pacepa, ex-agente da polícia secreta da Romênia comunista. No livro (escrito a quatro mãos, as de Pacepa e as de Ronald J. Rychlak), explica-se o funcionamento de uma arma de guerra, talvez a mais poderosa, que os russos sempre empregaram para engabelar os seus inimigos: A desinformação. Até a página que li, pude fazer uma idéia da sua sofisticação, e revi os meus conceitos a respeito de dois casos muito disseminados pelos meios de comunicação: O do Papa Pio XII, que é apresentado, pelos desinformantes, como o papa de Hitler, sendo que, na verdade, foi um corajoso defensor dos judeus; e o de Os Protocolos dos Sábios de Sião, documentos forjados pelo serviço de desinformação, que apresenta uma conspiração judaica que tem o propósito de dominar o mundo. Imperdível! Não li do livro de Pacepa nem a metade, mas o que li já me permite observar o mundo com outros olhos, agora mais aguçados.

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