Comentário ao artigo O império da ignorância, de Olavo de Carvalho, publicado no site Mídia Sem Máscara, no dia 11/09/2015.

12/09/2015 11:39

Olavo de Carvalho sempre aperta a ferida. Ele é uma das raras personalidades brasileiras que admiro, sem ressalvas. Leio, atentamente, na medida do possível, os seus artigos – e já li dois de seus livros: O Imbecil Coletivo I, e A Filosofia e seu Inverso (e são ambos ótimos) -, sempre instrutivos, sempre a apertar o calo, a atingir o alvo. Não se perde com digressões, e tampouco exibe-se como bom-moço, e com vocabulário artificialmente requintado, para intimidar os leitores, humilhá-los, rebaixá-los à condição de asnos, como o fazem muitos charlatães que pululam das páginas dos cadernos culturais das revistas e dos jornais, e que se expressam com linguagem hermética e vazia, oca. Olavo de Carvalho, não. É direto, claro. E só pode ser direto e claro porque tem conhecimento da matéria que trata. Equivoca-se aqui e ali acerca de alguma questão? É claro. Ele não é infalível. Eu já li centenas de artigos de sua autoria, todos enriqueceram-me, não apenas o meu vocabulário, mas o meu conhecimento da Língua Portuguesa, pois o seu estilo é límpido. Neste artigo, como em outros, muitos outros, trata Olavo de Carvalho da miséria do Brasil, não da material, mas da intelectual, da artística, da cultural. Detestam-no os carreiristas, os estatizantes, os intelectuais medíocres, que não podem lhe fazer frente, não o podem encarar. Tentam os ardilosos aniquilá-lo com ataques traiçoeiros, tentam lhe negar a proeminência que ele conquistou com mérito, e não por apadrinhamento. A sua história é sua obra. E este artigo é apenas uma mostra de seu poder de exposição de idéias, e de sua coragem. Imperdível.

Publicado no Facebook em 12/09/2015

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